Esta página tem como objetivo prover de respostas algumas questões que os usuários
frequentemente fazem sobre nossos produtos. Caso você ainda possua alguma dúvida
sobre a utilização dos mesmos,
1- O que é o Curatec AGE 30 Rayon?
É um curativo primário, estéril, não aderente, constituído por uma malha de acetato
de celulose (Rayon), impregnada com uma formulação de origem vegetal que favorece
a atividade celular.
Clique nos links para ver fotos do curativo. ( 1 ) ( 2 )
2- O que é AGE 30 ?
É um óleo de origem vegetal que tem como principais componentes ativos os ácidos
graxos essenciais (AGEs).
3- O que é Rayon?
O rayon é um tecido sintético que tem como principais características a não aderência
e a abertura de tramas permitindo o livre trânsito de líquidos.
Clique nos links para ver fotos do curativo. ( 1 ) ( 2 ) ( 3 )
4- Curatec AGE 30 Rayon é similar a produtos contendo emulsão de petrolatum?
Não, o
Curatec AGE 30 Rayon é um produto de origem vegetal
enquanto o petrolatum possui origem mineral. Ambos possui características não aderentes,
no entanto somente o AGE 30 possui propriedades de interagir ao longo dos vários
estágios de cicatrização de feridas.
5- Curatec AGE 30 Rayon é similar ao Sommacare Plus ?
Não, o
Curatec AGE 30 Rayon é um produto destinado exclusivamente
para tratamento de feridas, tendo uma formulação diferenciada, além de ser estéril.
Sommacare Plus é um óleo a base de ácidos graxos essenciais, não
estéril, destinado principalmente à hidratação da pele, massagens de conforto e
fortalecimento da pele para prevenção de feridas.
6- Qual é a ação do Curatec AGE 30 Rayon no processo cicatricial?
Inúmeros trabalhos comprovam que o AGE atua de forma positiva no processo cicatricial,
tanto por sua ação bacterícida como por sua interferência em diversas fases do processo
atuando no aumento da permeabilidade da membrana celular, facilitando a entrada
de fatores de crescimento, estimulando a angiogênese e auxiliando na promoção da
mitose e proliferação celular.(1) Além disso o óleo hidrata a ferida, mantém temperatura
controlada na lesão, evita a aderência na troca do curativo e permite a troca gasosa
entre a ferida e o ambiente, assegurando com essas propriedades um micro-ambiente
ideal para o processo de cicatrização. (2)
7- Quais suas principais indicações?
Pode ser usado em todos os tipos de lesões, inclusive queimaduras e feridas infectadas
e nos diversos estágios do processo cicatricial. Mais informações na bula da
Curatec AGE 30 Rayon.
(2)
8- Quais são seus benefícios?
- Pode ser usado em qualquer fase do processo cicatricial; - Auxilía no desbridamento
autolítico; - Evita a aderência do curativo na ferida, diminuindo portanto a perda
de tecidos neo – formados, agilizando dessa forma o processo de cicatrização; -
Diminui a dor do paciente durante as trocas do curativo; - Permite a absorção do
exsudato pelo curativo secundário e o óleo é totalmente absorvido pelos tecidos
facilitando a limpeza durante as trocas. (1)
9- Quais são as limitações?
Não expor a lesão que está coberta somente com
Curatec AGE 30 Rayon
à luz solar.
10- Curatec AGE 30 Rayon é um curativo estéril?
Sim, a compressa
Curatec AGE 30 Rayon é um curativo estéril
pelo processo de irradiação ( radiação gama), embalada em envelopes com abertura
asséptica para garantir suas caracteristicas pelo prazo de validade de 2 anos.
11- Referências Bibliográficas:
1- MANDELBAUM, Samuel Henrique, DI SANTIS, Érico Pampado and MANDELBAUM, Maria Helena
Sant'Ana. Cicatrization: current concepts and auxiliary resources - Part II. An.
Bras. Dermatol., Sept./Oct. 2003, vol.78, no.5, p.521-522. ISSN 0365-0596.
2- IRION, Glenn L. - Feridas: Novas Abordagens, Manejo Clínico e Atlas em cores.
Editora LAB, 2005.
1 - O que é Curatec® Compressa com Emulsão de Petrolatum?
É um curativo primário não - oclusivo, estéril, não - aderente, constituído por
um tecido de malha de acetato de celulose (Rayon) impregnado com uma emulsão de
petrolatum.O curativo atua como barreira mecânica de proteção intermediária entre
o tecido neoformado na ferida e o curativo secundário de absorção.
Veja a Foto.
2 - Qual é o mecanismo de ação do curativo?
A função de
Curatec® Compressa com Emulsão de Petrolatum
é evitar a aderência do curativo ao leito da ferida, permitir o fluxo do exsudato
para um curativo secundário absorvente, preservar o tecido de granulação durante
as trocas de curativo e minimizar a dor e os traumas durante o procedimento.
Veja a Foto.
3 - Qual é a ação do Curatec® Compressa com Emulsão de Petrolatum no
processo cicatricial?
O curativo é constituído por tecido de acetato de celulose (Rayon) impregnado com
emulsão de petrolatum. O tecido possui estrutura porosa (não – oclusiva) que auxilia
na não aderência do curativo ao leito da ferida e facilita o fluxo do exsudato para
o curativo secundário de absorção. A emulsão de petrolatum mantém o meio úmido,
auxiliando e acelerando o processo cicatricial.
4 - Curatec® Compressa com Emulsão de Petrolatum é um curativo estéril?
Sim, a compressa
Curatec® Compressa com Emulsão de Petrolatum
é um curativo estéril pelo processo de irradiação gama (Cobalto 60) e embalado em
envelopes hermeticamente fechados para garantir suas características pelo prazo
de validade de 2 anos.
5 - Quais são as principais indicações?
Curatec® Compressa com Emulsão de Petrolatum é indicado
para feridas secas ou exsudativas que necessitem de curativo não - aderente , tais
como:
- Queimaduras de primeiro e segundo grau;
- Úlceras venosas, arteriais e de pressão;
- Enxertos;
- Abrasões;
- Lacerações;
- Linhas de sutura;
- Incisões cirúrgicas;
- Eczemas;
- Grampos;
- Procedimento reconstrutivo.
6- Quais são os benefícios do curativo?
|
Características
|
Benefícios
|
|
Não - aderente
|
Redução de dor e traumas durante as trocas.
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Tecido poroso e permeável
|
Evita o acúmulo de exsudato no local da lesão, permitindo que o mesmo seja absorvido
pelo curativo secundário.
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Pode ser cortado sem desfiar ou fragmentar
|
Facilidade na aplicação e flexibilidade de escolha do produto para diferentes tamanhos
de lesões.
|
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Manutenção do meio úmido
|
A emulsão de petrolatum mantém a umidade no leito da lesão, acelerando o processo
de cicatrização.
|
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Diminuição do custo de tratamento
|
Redução do número de trocas do curativo e menor risco de contaminação da ferida.
|
7 - Qual é o período de trocas do Curatec® Compressa com Emulsão de Petrolatum?
- Para feridas infectadas efetuar a troca no máximo a cada 24 horas.
- Para feridas exsudativas e não – infectadas, efetuar a troca sempre que um profissional
da saúde perceber a diminuição da característica não – aderente do curativo.
8- É sempre necessário utilizar um curativo secundário sobre a o Curatec® Compressa
com Emulsão de Petrolatum?
Não, o curativo secundário deve ser aplicado sobre o Curatec® Compressa com Emulsão
de Petrolatum quando houver a necessidade de conter exsudação, ocluir a lesão para
evitar contaminações externas ou sempre que um profissional da saúde achar necessário.
Referências Bibliográficas:
MANDELBAUM, Samuel Henrique, DI SANTIS, Érico Pampado and MANDELBAUM, Maria Helena
Sant'Ana. Cicatrization: current concepts and auxiliary resources - Part II. An.
Bras. Dermatol., Sept./Oct. 2003, vol.78, no.5, p.521-522. ISSN 0365-0596.
Candido, Prof. Dr Luiz C. Feridologo – Núcleo Interdisciplinar de Pesquisa e Tratamento
de Feridas – Jul. 2005.
IRION, Glenn L. - Feridas: Novas Abordagens, Manejo Clínico e Atlas em cores. Editora
LAB, 2005
Hidrocolóides estão entre os curativos modernos mais amplamente utilizados, no entanto
nem todas suas propriedades são completamente compreendidas.
1 - O que são Curativos Hidrocolóides?
São curativos contendo agentes formadores de gel, como carboximetilcelulose sódica
e pectina. Estes são combinados com elastômeros e adesivos e aplicados a carreadores
– usualmente espumas de poliuretano ou filme, para formar um curativo absorvente,
auto-adesivo e que garanta o ambiente úmido propício para a cicatrização.
A pectina é um polissacarídeo de estrutura complexa, extraído de espécies vegetais
(principalmente cascas de frutas cítricas e polpa de maçã). Por possuir uma estrutura
altamente hidrofílica liga-se com facilidade à moléculas de água formando um gel
viscoso no leito da lesão. Sua similaridade química com o alginato faz com que as
propriedades físicas de absorção e formação de gel sejam parecidas. O ácido 1,4
D-galacturônico (figura 1) presente na pectina é quase a imagem especular do ácido
1,4-L-gulurônico (figura 2) componente do alginato (9 e 10).
Figura 1 (9)
Figura 2 (10)
A carboximetilcelulose (CMC) (figura 3) é um derivado da celulose formado pela reação
da celulose com álcalis (por exemplo: hidróxido de sódio, potássio, cálcio, etc...)
e ácido cloroacético. A natureza do álcali combinado é que confere a característica
iônica da CMC formada (quando usa hidróxido de sódio forma-se CMC sódica). A CMC
dissolve-se rapidamente no exsudato da lesão formando um gel na ferida com viscosidade
controlada (11).
Figura 3 (11)
Tanto a pectina quanto a CMC formam um gel com pH levemente ácido (por volta de
4), conferindo ao leito da lesão propriedades bacteriostáticas. Em presença de exsudato,
os hidrocolóides absorvem líquidos e formam um gel, cujas propriedades são determinadas
pela natureza da formulação. Alguns curativos formam um gel coesivo, que se mantem
incluso dentro da matriz; outros formam um gel mais móvel, menos viscoso e que não
fica retido na estrutura do curativo. Quando intacto, a maioria dos hidrocolóides
são impermeáveis aos vapores de água, mas quando inicia-se o processo de geleificação,
o curativo torna-se progressivamente mais permeável. A perda de água através do
curativo otimiza a capacidade de absorção (1). Uma característica dos hidrocolóides
apreciada pelos clínicos é a adesão a leitos úmidos, diferente da maioria dos curativos,
estes podem aderir em uma lesão úmida tão bem quanto em uma seca.
2 - Quais são as principais indicações dos Hidrocolóides?
Hidrocolóides são fáceis de usar, requerem trocas a cada 3-7 dias, e não causam
traumas durante sua remoção. Isso faz com que sejam indicados em prevenção de úlceras
por pressão, feridas limpas, com granulação, superficiais e com baixa a média exsudação.
Hidrocolóides fornecem um efeito oclusivo, e em feridas secas, podem ter um efeito
hidratante, que favorece o amolecimento, e tem sido usado para prevenir a difusão
de MRSA (cepas multiresistente de Staphylococcus aureus ), pela formação de uma
barreira oclusiva fisica (2).
3 - Existem efeitos colaterais dos curativos hidrocolóides?
Os hidrocolóides vem sendo usados por mais de 20 anos, e raramente são associados
com dermatites de contato (3).
4 - Como pode ser medida a capacidade de absorção do Hidrocolóide?
Existem três conceitos a serem considerados quando falamos sobre capacidade de absorção
de um curativo, o MVTR, a absorção e o “fluid handling”.
O MVTR (Moist Vapour Transmission Rate) é a permeabilidade do curativo à passagem
de moléculas de água da superfície de contato da pele para a atmosfera externa,
sob condições controladas de umidade e temperatura.
A absorção é a quantidade de líquido (exsudato) que um curativo é capaz de absorver.
O “fluid handling” é dado pela soma do MVTR e da absorção.
Abaixo, tabela comparando o “fluid handling” de diversas marcas de hidrocolóides
(1) e (4).
Tabela 1 - “Fluid handling” após 24 horas:
|
Curativo
|
FH( g/m² /24h)
|
|
Tegasorb Thin
|
3.47
|
|
Tegasorb
|
5,01
|
|
Cutinova Hydro
|
3,21
|
|
Askina Biofilm Transparent
|
0,51
|
|
Askina Transorbent
|
4,16
|
|
Comfeel Plus Plaques Biseautees
|
2,86
|
|
Comfeel Plus Transparenter
|
4,63
|
|
Comfeel Plus Flexibler (sample 1)
|
3,76
|
|
Comfeel Plus Flexibler (sample 2)
|
4,10
|
|
Curatec Hidrocolóide
|
5,93
|
|
Varihesive E
|
1,97
|
|
Granuflex
|
1,78
|
|
Hydrocoll
|
6,12
|
|
Algoplaque
|
1,54
|
5 -Qual a Função do Hidrocolóide em escaras Hipertróficas e Quelóides?
Um estudo prospectivo comparou a oclusividade do hidrocolóide com placas de silicone.
O tamanho, volume e cor da escara, assim como os sintomas dos pacientes e a oxigenação
transcutânea foram medidos. O estudo encontrou significativa redução de coceira,
reduzindo a dor e aumentando a maleabilidade em ambos os tratamentos, usados por
2 meses (5).
6 - Curativos de Hidrocolóide reduzem a dor?
A dor é uma característica de feridas superficiais, como os sítios doadores de enxertos,
que se apresentam particularmente dolorosos durante as trocas de curativos.
Um estudo comparando gaze impregnada com parafina e o hidrocolóide aplicados a área
doadoras de enxertos mostrou que o hidrocolóide apresenta maior redução da dor quando
comparado à parafina, assim como favorece a cura mais rápida da lesão.
Outro estudo, que envolveu pacientes com lacerações, abrasões e pequenas incisões
cirúrgicas, comparou o hidrocolóide com outro curativo não aderente. Enquanto o
tempo de cura foi similar em ambos os grupos, pacientes usando hidrocolóide apresentaram
menos dor, necessitaram menor analgesia e se mostraram aptos a voltar às suas atividades
diárias normais, inclusive tomar banho sem afetar o curativo ou a ferida (6, 7 e
8).
7 - Existem diferenças entre as marcas de Hidrocolóide?
Existem muitas diferenças na estrutura, flexibilidade, dimensão, propriedades de
absorção e em outros parâmetros de performance. Poucos estudos comparam diferentes
marcas. Devido à carência de estudos in vitro e in vivo, os produtores de hidrocolóide
se baseiam em comparações indiretas entre hidrocolóides e gazes com parafina. Uma
ou duas comparações de “safisfação dos pacientes” foram publicadas, mas nenhuma
com valor clínico, apenas como “exercício de marketing”.
8 - Referências:
1 – Thomas S., Loveless, P. A comparative study of the properties of twelve hydrocolloid
dressings. World Wide Wounds, July 1997.
2 – Thomas S., Hydrocolloids Journal of Wound Care 1992:1;2.27-30.
3 – Sasseville D, Tennstedt D, Lachapelle JM: Allergic contact dermatitis from hydrocolloid
dressing. Am J Contact Dermat 1997 Dec; 8(4):236-238.
4 - Thomas S., Fear M., Humphreys J., Disley L., Waring MJ. Tje effect of dressing
on the production of exudate from venous leg ulcers. WOUNDS 1996;8 (5):145-150.
5 – Phillips TJ, Gerstein AD, Lordan V, A randomized controlled trial of hydrocolloid
dressing in the treatment of hypertrophic scars and keloids. Dermatol Surg 1996
Sep;22(9): 775-778.
6 – Cadier MA, Clarke JA Dermasorb versus Jelonet in patients with burns skin graft
donor sites. J Burn Care Rehabil 1996 May; 17(3):245-251
7 – Heffernan A, Martin AJ. A comparison of a modified form of Granuflex (Granulex
Extra Thin) and a convencional dressing in the management of lacerations, abrasions
and minor operation wounds in an accident and emergency department. J Accid Emerg
Med 1994 Dec;11(4):227:230.
8 – Nemeth AJ, Eaglstein WH, Taylor JR, et al. Faster healing and less pain in skin
biopsy sites treated with an occlusive dressing. Archives of Dermatology, Vol 127,
November 1991, pp 1679-1683.
9 -
www.lsbu.ac.uk/water/hypec.html
10 -
www.lsbu.ac.uk/water/hyalg.html
11 -
www.lsbu.ac.uk/water/hycmc.html
12 -
www.lsbu.ac.uk/water/hygel.html
13 -Lancet 1996; 347: 921- 25 -
A new variant of Creutzfeldt-Jakob disease in
the UK - R G Will, J W Ironside, M Zeidler, S N Cousens, K Estibeiro,
A Alperovitch, S Poser, M Pocchiari, A Hofman, P G Smith
14 -
www.cjd.ed.ac.uk/
1 - O que é Bota de Unna CURATEC®?
Bota de Unna CURATEC® é um curativo que consiste em uma bandagem de tecido impregnada
com uma pasta à base de Óxido de Zinco (pasta de Unna). O tecido utilizado na sua
constituição tem a capacidade de se moldar aos contornos da perna do paciente, o
que facilita sua aplicação e aumenta a efetividade do tratamento.
2 - Para que é indicada Bota de Unna CURATEC®?
Bota de Unna CURATEC® é indicada para o tratamento domiciliar ou ambulatorial de
úlceras venosas e de edemas linfáticos.
3 - Quais são as contra-indicações da Bota de Unna CURATEC®?
Bota de Unna CURATEC® não deve ser usada em úlceras arterias ou mistas, nem em indivíduos
com sensibilidade conhecida ao produto ou aos seus componentes. Não recomendamos
o uso em pacientes idosos com diabetes mellitus, pois há o risco de diminuição da
circulação sanguínea no membro acometido.
4 - O que é uma úlcera venosa?
São feridas com perda parcial ou total da pele determinadas por uma deficiência
da drenagem venosa dos membros inferiores. As úlceras venosas estão associados à
doença dos sistemas venosos profundo. Quando o sangue tem dificuldade de sair da
região mais inferior dos membros, cria-se uma pressão muita elevada dentro das vênulas,
que de maneira retrógrada, acaba dificultando as trocas de nutrientes pelos capilares
arteriais, tornando a pele edemaciada (inchada) e pouco oxigenada, pouco capaz de
promover a cicatrização após ocorrer pequenos traumas locais.
5 - O que a úlcera venosa provoca?
A úlcera torna o seu portador incapaz de realizar suas atividade diárias, pois são
muito dolorosas e secretantes, em geral com mal cheiro, criando segregação social
de seu portador, que se retrai do convívio com seus familiares e amigos.
6 - A úlcera venosa cicatriza?
A cicatrização esta relacionada ao tratamento da doença de base e com os cuidados
locais. O tratamento da doença está focado na diminuição da pressão nos vasos venosos.
Para que essa diminuição ocorra de forma significativa, foram desenvolvidos curativos
que comprimem as veias superficiais, diminuindo o refluxo que existe nas mesmas
quando as válvulas que direcionam o fluxo de sangue venoso estão com suas estruturas
alteradas. O tempo de cicatrização poderá ser longo se o tratamento não for adequado,
ou quando a lesão ocorre em região de cicatriz de úlceras anteriores. A úlcera venosa
é em geral reincidente quando a função das veias não pode ser corrigida.
7 - Do que é composta a pasta de Unna?
Óxido de zinco, goma acácia, petrolatum, glicerina, óleo de castor e água.
8 - Bota de Unna CURATEC® contém gelatina?
Não. Bota de Unna CURATEC® contém como espessante um derivado vegetal (goma acácia).
9 - Bota de Unna CURATEC® contém preservantes?
Sim. Bota de Unna CURATEC® contém preservantes que garantem a integridade microbiológica
do produto e um anti-oxidante biocompatível, que protege o produto da oxidação.
10 - A Bota de Unna CURATEC® endurece?
Não, a Bota de Unna CURATEC® permanece flexível durante todo o período de uso do
curativo. A ausência da gelatina lhe confere esta característica.
11 - Como é aplicada a Bota de Unna CURATEC®?
Usualmente este curativo é aplicado por profissional qualificado, médico ou enfermeiro
estomaterapeuta, pois a correta aplicação do curativo é de fundamental importância
para o sucesso do tratamento. A bota deve ser enrolada partindo do pé até o joelho,
realizando uma compressão suave, em forma de “8” e de forma a garantir o retorno
venoso sem que haja estrangulamento do membro. Uma camada de bandagem deve ser sobreposta
à aproximadamente 50% da camada inferior, e o enrolamento não deve deixar aberturas
ou enrugamentos no tecido.
12 - Quanto tempo um paciente pode permanecer com a bota?
A bandagem pode ser mantida por até 07 dias, a menos que haja desconforto, vazamento
de exsudato, sinais clínicos de infecção, dormência e latejamento dos dedos ou em
caso de quaisquer outras irritações locais.
13 - Qual é o conceito terapêutico envolvido no uso da Bota de Unna CURATEC®
para o tratamento das úlceras venosas?
Além da compressão que combate a hipertensão venosa, a Bota de Unna CURATEC® foi
desenvolvida para a manutenção do meio úmido ideal para a cicatrização. Além disso,
seu principal componente, o óxido de zinco, tem importante papel na reparação tecidual.
14 - A Bota de Unna é um curativo recente?
Não. A Bota de Unna foi desenvolvida por um dermatologista francês, Paul Unna, no
final do século XIX, e é até hoje a melhor escolha para cicatrizar úlceras venosas,
pois trata a sua causa: a hipertensão venosa.
15 - É necessário colocar algum tipo de cobertura sobre a Bota de Unna CURATEC®?
Uma bandagem elástica ou de crepe pode ser usada como cobertura e como auxiliar
na compressão. Deve-se manter a pressão uniforme e cubrir a Bota de Unna CURATEC®
completamente.
16 - Curatec bota de unna pode causar alergia ?
Estudos publicados na literatura internacional relatam que é comum a ocorrência
de alergia em pacientes com úlceras de perna à algum tipo de tratamento tópico.
O uso de antibióticos tópicos, ou outros produtos, inclusive medicações também podem
causar alergia.
Um estudo feito no Brasil, com outra marca conhecida de bota de unna, pelo Hospital
Santa Marcelina, mostrou incidência na ordem de 4% de reações alérgicas num universo
de 255 pacientes tratados.
Das principais substâncias apontadas com potencial alergênico a única relacionada
a Curatec Bota de Unna Elástica são os parabenos, que causam baixa
incidência de alergia em pacientes sensíveis a este composto. . Os parabenos são
amplamente utilizados como conservante em medicamentos, alimentos e produtos cosméticos.
17 - O uso de bota de unna pode causar regressão da ferida ?
A evolução de uma ferida não está somente relacionada com o tipo de curativo utilizado
para tratamento da mesma. Uma visão holística deve ser considerada. Dessa forma
fatores como: repouso, alimentação, presença de outras patologias, mobilidade, local
da lesão, sexo, idade, infecção, tempo de existência da ferida, entre outros, devem
fazer parte da avaliação de evolução de uma ferida.
Portanto, mesmo que a ferida seja tratada com curativos de última geração a mesma
pode regredir devido a outros fatores. Caso observe regressão na ferida após o uso
de um curativo procure orientação de um profissional de saúde.
18 - Quais são os pontos mais importantes para aplicação de bota de unna ?
- Pressão de compressão: é fundamental que a pressão de compressão
não seja elevada demais, pois pressões elevadas causam desconforto ao paciente,
podem provocar falta de oxigenação dos tecidos levando a necrose além de causar
regressão no tratamento. O uso continuado de bota de unna aplicada incorretamente
pode causar sérias complicações ao portador da ferida. No caso de pouca pressão
durante a aplicação a bota ficará frouxa, tendendo a cair. A falta de pressão neste
caso implicará em não efetividade do curativo, já que o mecanismo de ação da bota
de unna consiste em comprimir os músculos da panturrilha para melhorar o retorno
venoso. Atenção: A aplicação de bota de unna deve ser feito por profissionais de
saúde médicos ou enfermeiros.
- Limpeza: É fundamental que o local de aplicação do produto ofereça
boas condições de higiene, pois uma das vantagens do uso de bota de unna é a prevenção
de ocorrência de infecção na ferida. Atenção: Feridas infectadas não cicatrizam
enquanto não erradicada a infecção.
- Presença de edema: o profissional responsável pela aplicação
do produto deve ater-se ao nível de edema do membro onde será aplicado o curativo.
Muitas vezes a oscilação da pressão de aplicação pode estar relacionada a este fator.
- Presença de pregas: durante a aplicação do produto não deve ocorrer
a formação de pregas. O tecido da bota foi desenvolvido para permitir otimização
da moldabilidade ao membro do paciente no ato da aplicação. A formação de pregas
pode prejudicar a performance do curativo.
19 - A quantidade de pasta impregnada é uniforme ao longo da bandagem ?
No início de cada bandagem há um pequeno excesso de pasta proveniente do processo
de fabricação. No entanto ao longo de toda bandagem respeita-se o limite especificado
nas referências farmacopéicas. Curatec bota de unna sofre rigorosos controles de
qualidade, onde metro a metro da bandagem é pesado para avaliar se a quantidade
de pasta está dentro das especificações. Portando a quantidade de pasta presente
no produto é suficiente para assegurar a umidade necessária à promoção da cicatrização.
20 - A quantidade de pasta impregnada é ideal ?
Sim. Curatec bota de unna elástica segue padrões de referência internacional conforme
monografia da Farmacopéia Britânica.
21 - Curatec bota de unna pode estar "grudada" na ferida no momento da remoção
?
Caso o curativo esteja seco ele tende a aderir ao leito da ferida. Cada paciente
possui um tipo diferente de pele, onde alguns podem apresentar maior capacidade
de absorção da pasta ao longo do tempo de permanência do curativo na lesão. Nestes
casos recomendamos a associação de curativos não aderentes sobre a lesão como:
- Curatec AGE 30 rayon
-Curatec Compressa com emulsão de petrolatum
22 - Em que tamanhos está disponível a Bota de Unna CURATEC®?
Bota de Unna CURATEC® está disponível em dois tamanhos (larguras):
7,6cm x 9,14m e 10,2cm x 9,14m (correspondentes respectivamente à 3 e 4 polegadas).
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
1.Anais Brasileiros de Dermatologia. 2005;80(1):89-90
2.Thomaz JB: Úlcera de estase venosa: concepção etiopatogênica e terapêutica. In:
ThomazJ B: Síndromes Venosas-Diagnóstico e Tratamento, 1a ed. Rio de Janeiro, Revinter,
2001.
3.Thomaz JB. Úlcera de estase venosa dos membros inferiores, In : Thomaz JB, CDC
Herdy. Fundamentos de Cirurgia Vascular e Angiologia. ed, São Paulo : Fundação BYK,
1997. p. 290-309.
4.Anais Brasileiros de Dermatologia. vol.78 no.5 Rio de Janeiro Sept./Oct. 2003.
Cicatrização: conceitos atuais e recursos auxiliares - Parte II
5.Dow G, Browne A, Sibbald RG. Infection in chronic wounds: Controversies in diagnosis
and treatment. Ostomy/Wound Management 1999;45(8):23-40.
6.Callam MJ, Harper DR, Dale JJ, Brown D, Gibson B, Prescott RJ, Ruckley CV. Lothian
Forth Valley leg ulcer healing trial—part 1: elastic versus non-elastic bandaging
in the treatment of chronic leg ulceration. Phlebology 1992;7:136-41.
7.Charles H. Compression healing of ulcers. Journal of District Nursing 1991;4:6-7.
8.Hendricks WM, Swallow RT. Management of stasis leg ulcers with Unna's boots versus
elastic support stockings. J Am Acad Dermatol 1985;12: 90-8.
9.Kikta MJ, Schuler JJ, Meyer JP, Durham JR, Eldrup-Jorgensen J, Schwarcz TH, et
al. A prospective, randomized trial of Unna's boots versus hydroactive dressing
in the treatment of venous stasis ulcers. J Vasc Surg 1988;7:478-83.
1- O que são os curativos de alginato?
Os curativos de alginato de cálcio são oriundos das algas marinhas marrons. Possuem
fórmula empírica (C6H7O6Na)n e peso molecular variando de 32000 – 200000. A fórmula
estrutural é complexa consistindo de resíduos do ácido manurônico (M) e gulurônico
(G) arranjado em blocos lineares (figura 1). As proporções relativas destes ácidos
variam de acordo com a espécie de alga marinha (tabela 1). As proporções relativas
entre estes ácidos são importantes, pois propriedades no curativo final como reologia
(comportamento da viscosidade), capacidade de formação do gel e troca iônica estão
intimamente ligadas a esta composição (1)
Figura 1 (2)
|
Tipo de alga marinha
|
% MM
|
% MG + GM
|
% GG
|
|
Laminaria hyperborea (haste)
|
18
|
24
|
58
|
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Laminaria hyperborea (folha)
|
36
|
38
|
26
|
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Laminaria digitata
|
39
|
32
|
29
|
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Eclonia maxima
|
38
|
34
|
28
|
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Macrocystis pyrifera
|
40
|
40
|
20
|
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Lessonia nigrescens
|
43
|
34
|
23
|
|
Ascophyllum nodosum
|
56
|
18
|
26
|
|
Laminaria japonica
|
48
|
34
|
18
|
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Durvillaea antarctica
|
58
|
26
|
16
|
|
Durvillaea potatorum
|
69
|
16
|
15
|
Tabela 1 (6)
Os alginatos ricos em guluronato (G) formam géis fortes mas quebradiços, enquanto
que aqueles ricos em manuronato (M) formam géis mais fracos contudo flexíveis. As
unidades M e G podem ligar-se alternadamente (G-M-G-M-G ) ou em blocos (G-G-G-G
ou M-M-M-M) (figura 2) (1).
Figura 2 (2)
Curatec Alginato de cálcio foi desenvolvido com proporções ideais
de guluronato e manuronato, teores balanceados de sódio e cálcio e força e diâmetro
otimizados das fibras tecidas conferindo ao mesmo capacidade de absorção de 17,6
g/g e wet strengh de 2,1 N. O gel formado por Curatec alginato de cálcio é coeso
não se desintegrando no momento da troca do curativo devido ao seu elevado
wet strengh.
Os curativos de alginato são aplicados com sucesso no tratamento de uma larga variedade
de lesões exsudativas. A alta absorção desse curativo (até 20 vezes o próprio peso)
deve-se à formação de um gel fortemente hidrofílico, que além de absorver a secreção
das lesões, minimiza a contaminação bacteriana. As fibras de alginato restantes
na ferida são biodegradáveis (1,3 e 5).
2 - Qual o mecanismo de ação do curativo de alginato?
a)Aspectos físico-químicos
O mecanismo de ação dos alginatos consiste em uma reação de troca iônica entre os
íons presente no curativo com os íons componentes do exsudato da ferida.Quando colocado
em contato com a lesão, os íons cálcio presentes nas fibras de alginato, são trocados
pelos íons sódio contidos no exsudato, permitindo desta forma, que as fibras de
alginato transformem-se em um gel solúvel com propriedades reológicas definidas.
(As características do gel formado estão relacionados aos teores de sódio e cálcio,
bem como com a proporção entre unidades G e M formadoras da fibra). O gel formado
promove um micro-ambiente úmido na lesão, ideal para cicatrização e facilita as
trocas de forma que a remoção do curativo é feita sem dor e agressão ao tecido granulado
(1,3 e 5).
b)Aspectos celulares
Um estudo in vitro foi realizado utilizando fibroblastos humanos, para examinar
o efeito do alginato de cálcio na proliferação e na mobilidade dessas células. Neste
estudo, o alginato de cálcio aumentou a proliferação de fibroblastos e os íons cálcio
presentes no curativo modificaram sua mobilidade. Estes resultados sugerem que o
alginato de cálcio testado pode melhorar alguns aspectos celulares da cicatrização
normal (11).
3 - Para que é indicado o curativo de alginato?
Os curativos de alginato são indicados para úlcera por pressão, úlceras de perna,
feridas com cavidades e áreas doadoras de enxertos. Não devem ser usados para implantes
cirúrgicos, queimaduras de terceiro grau e feridas secas. Mais informações na
bula de Curatec Alginato de Cálcio.
4 - Como são produzidas as fibras e compressas de alginato?
(1)
5 - Existe diferença entre curativos de alginato de cálcio e de alginato de
cálcio e sódio?
Sim. Como descrito na questão 2 a proporção dos íons presentes no curativo está
relacionada com sua capacidade de formação de gel.
Curatec alginato de cálcio
possui teores de 90 % de cálcio que são trocados por íons sódio contidos no exsudato.
Foi realizado um estudo para avaliar a influência dos íons cálcio na formação de
gel pelo alginato. O teste foi realizado imergindo o curativo em quatro fluidos
distintos (tabela 2).
|
Solução
|
[Na+]
mmol/L
|
[K+]
mmol/L
|
[Ca+]
mmol/L
|
[Cl-]
mmol/L
|
|
Salina
|
154
|
0
|
0
|
154
|
|
Fluido intracelular
|
60
|
25
|
0
|
49
|
|
Fluido extracelular
|
130
|
4
|
3
|
109
|
|
Citrato de sódio (agente quelante) 0,1 M
|
------
|
------
|
------
|
------
|
Tabela 2 (4)
A formação do gel e a capacidade de absorção do curativo foi afetada pela concentração
de cálcio. A ausência de cálcio no fluido não permitiu a formação do gel (o mesmo
foi formado mas destabilizou-se rapidamente), enquanto que a presença de determinadas
concentrações de cálcio inibiram a degradação do gel. Quando usado um agente quelante
(citrato de sódio), para os íons cálcio, em apenas trinta minutos o curativo perdeu
toda sua capacidade de absorção, sendo necessário sua troca. O estudo sugeriu que
rápida dissolução do gel de alginato, no local da lesão, clinicamente pode causar
um desequilíbrio eletrolítico (4).
Curatec alginato de cálcio, além de manter o equilíbrio eletrolítico
não prejudicando a cicatrização, forma um gel estável por até 7 dias contribuindo
para hidratação da ferida.
6 - O alginato é um hemostático efetivo?
Sim. Um estudo realizado com 15 pacientes (6 sexo feminino, 9 sexo masculino) avaliou
a propriedade do alginato de cálcio comparado com gaze cirúrgica em aeas doadoras
de pele. Os curativos foram colocados em contato com a lesão por 5 minutos sendo
posteriormente pesados (tabela 3).
|
|
Alginato
|
Gaze
|
|
Número de pacientes
|
5
|
5
|
|
Quantidade absorvida de sangue (g)
|
2,50 +/- 0,58
|
4,60 +/- 0,69
|
|
Número de pacientes
|
10
|
10
|
|
Quantidade absorvida de sangue
|
2,06 +/- 0,40
|
4,19 +/- 0,53
|
Tabela 3 (7)
A menor quantidade de sangue absorvido pelo alginato foi significativamente estatística
(p< 0,005) comprovando desta forma a eficácia hemostática do curativo (7).
7 - Qual a função do curativo de alginato em áreas doadoras de enxerto?
Foi realizado um estudo comparando o uso de alginato com a gaze de parafina. Trinta
pacientes foram tratados com alginato de cálcio e vinte e um com gaze de parafina.
Os sítios doadores de enxerto foram monitorados por 10 dias para determinar se eles
estavam completamente curados (100%) ou não. Vinte e um dos pacientes tratados com
alginato de cálcio estavam completamente curados no 10º dia, enquanto apenas 7 dos
que foram tratados com gaze de parafina foram 100% curados (8 e 9).
8 -Há diferença entre as marcas de curativos de alginato de cálcio?
Sim. Um estudo avaliou diferentes marcas de curativo de alginato mensurando as capacidades
de absorção e dispersão do curativo quando aplicado no leito da lesão (tabela 4).
|
Modelo curativo
|
Fabricante
|
Absorção g/100 cm²
|
Dispersão
|
|
Algisite M
|
Smith and Nephew Medical
|
18,3(0,7)
|
Não dispersível
|
|
Aquacel**
|
Convatec
|
18,5(1,0)
|
Não dispersível
|
|
Kaltostat
|
Convatec
|
21,7(1,9)
|
Não dispersível
|
|
Kaltogel
|
Convatec
|
17,9(2,3)
|
Dispersível
|
|
Comfeel Seasorb
|
Coloplast
|
21,2 (2,1)
|
Não dispersível
|
|
Curatec alginato de cálcio*
|
LM Farma
|
22 – 26,42
|
Não dispersível
|
|
Sorbsan
|
Maersk Medical
|
16,2 (0,8)
|
Dispersível
|
|
Sorbalgon
|
Hartmann
|
19,9 (1,4)
|
Dispersível
|
|
Tegagen
|
3M Healthcare
|
24,7 (1,9)
|
Não dispersível
|
|
Urgosorb***
|
Urgo
|
26,6 (3,0)
|
Não dispersível
|
Tabela 4 (3)
* Dados arquivos do fabricante
** Fibra carboximetilcelulose
***Liga carboximetilcelulose mais alginato
9 - O alginato causa dor no momento da remoção?
Foi realizado um estudo comparando alginato de cálcio com gaze tradicional (umedecida
com solução salina), para o fechamento de cavidade exsudativa. Após incisão e drenagem.
16 pacientes receberam alginato de cálcio e 18 receberam gaze. Na primeira troca
de curativo o paciente marcou em uma escala linear analógica a experiência de dor.
Ambas as compressas foram removidas facilmente e o alginato de cálcio foi significativamente
menos doloroso na remoção pós operatória (10).
10 - Quais são as especificações para definição de curativos de alginato de
cálcio ?
A especificação de curativos Alginato de Cálcio estão embasadas na Farmacopéia Britânica
de 1993 a qual classifica este tipo de curativo quanto:
a) capacidade de absorção
De acordo com a metodologia descrita pela farmacopéia os alginatos que absorvem
menos que 12g / 100cm2 são classificados como de baixa absorção e aqueles que absorvem
12g / 100cm2 ou mais são considerados de alta absorção. Portanto a expressão “de
altíssima absorção” citada no edital não é uma classificação usual citada em literaturas
oficiais.
b) tipo de fibra
A farmacopéia define fibra de alginato como “alginate fibre is manufactured from
the mixed calcium-sodium salt of Alginic Acid. The fibre is used in the production
of dressings that interact with wound exudate to form a gel. Two types of fibre
are avaible”. Os referidos tipos são classificados como tipo I , forma gel e tipo
II, não forma gel, quando tratado com solução de cloreto de cálcio e cloreto de
sódio em parâmetros definidos pela Farmacopéia Britânica.
c) características de dispersão
Os alginatos, quando tratados com solução de cloreto de cálcio e cloreto de sódio
podem ter as estruturas da fibra rompidas, indicando que o produto é dispersível,
ou, a fibra pode manter sua estrutura original não se desintegrando sendo portanto
classificada como não dispersível.
Portanto podemos classificar os alginatos de acordo com a tabela abaixo:
|
Categoria
|
Tipo de fibra do alginato
|
Características de dispersão
|
Absorção
|
|
A
|
I
|
Dispersa
|
Alta
|
|
B
|
I
|
Não-dispersa
|
Baixa
|
|
C
|
II
|
Não-dispersa
|
Alta
|
Tabela 5 (12)
Curatec Alginato de cálcio é um curativo de alta absorção, fibra tipo I e que não
sofre dispersão (perda de integridade) quando absorve o exsudato da ferida (12).
11- Referências bibliográficas
(1)Morgan, David , Alginate Dressings, Journal of Tissue Viability 1996 Vol 7 n°
1
(2)
www.Isbu.ac.uk/water/hyalg.html
(3)S. Thomas, Alginate dressings in surgery and wound management – part 1, Journal
Of Wound Care, february, vol 9, NO 2, 2000.
(4)ICHIOKA, Shigeru, AN EXPERIMENTAL COMPARISON OF HYDROCOLLOID AND ALGINATE DRESSINGS,
AND THE EFFECT OF CALCIUM IONS ON THE BEHAVIOUR OF ALGINATE GEL, Scand J Plast Reconstr
Hand Surg 32: 311-316, 1998
(5)S, Thomas, Alginates – A guide to the properties and uses of the different alginate
dressings avaible today, Journal Of Wound Care, May/June, Vol 1, NO I, 1992.
(6)Alginates General Information, Catalogue FMC Corporation Pharmaceutical and Food
Ingredients Division.
(7)GROVES, A. R., Alginate dressing as a donor site haemostat, Annals of the Royal
College of Surgeons of England, vol 68, 1986.
(8)O'Donoghue JM, O'Sullivan ST, Beausang ES et al. Calcium alginate dressings promote
healing of split skin graft donor sites; Acta Chir Plast 1997;39(2):53-55
(9)
Bettinger D, Gore D, Humphries Y
Evaluation of calcium alginate for skin graft donor sites; Burn Care Rehabil 1995
Jan;16(1):59-61
(10)Dawson C, Armstrong MW, Fulford SC, et al., Use of calcium alginate to pack
abscess cavities: a controlled clinical trial; R Coll Surg Edinb 1992 Jun;37(3):177-179
(11)Doyle JW, Roth TP, Smith RM., et al; Effects of calcium alginate on cellular
wound healing processes modeled in vitro. J Biomed Mater Res 1996 Dec;32(4):561-568
(12)Farmacopéia Britânica de 1993.