Os pacientes portadores de feridas crônicas normalmente são idosos que devido a
diversos fatores possuem dificuldade em cicatrizar suas lesões.
A presença de uma ferida pode afetar não só o paciente como também seus familiares.
Dependendo do tipo da lesão o paciente fica restrito nos movimentos, requer cuidados
constantes de profissinais especializados e em alguns casos, como feridas infectadas,
devido ao mau cheiro proveniente destas, o paciente fica até mesmo retraído do convívio
social. Estas feridas ainda podem ser doloridas, causar mal-estar ao paciente (muitas
vezes ocorre crise de vômitos devido ao mau cheiro) sendo que em muitas ocasiões
requerem trocas constantes de curativos devido ao grau de exsudação.
Essa limitação à qual o paciente fica exposto prejudica não só seu aspecto físico
bem como o mental e social, criando dessa forma um círculo vicioso que o privará
cada vez mais em manter bons padrões de qualidade de vida.
Um tratamento holístico, incluindo o envolvimento de familiares é necessário para
romper este círculo vicioso que impede a cicatrização da ferida e prejudica o bem-estar
geral do paciente.
Tomar conhecimento da história social, ocupacional e de lazer do paciente;
É fumante, alcoólico?
Possui alguma limitação de movimentos?
É obeso?
Possui diabetes?
Há algum trauma?
Qual é sua história médica?
Tem a imunidade comprometida?
Possui problemas fisiológicos?
Possui doenças nas veias ou artérias?
Utiliza medicações?
Somente após avaliação de todos estes fatores (quadro clínico geral) é que o profissional
de saúde poderá orientar o paciente quanto ao melhor tratamento para lesão.
Necrose: trata-se de tecido desvitalizado (morto). Possui coloração preta. A presença
deste tipo de tecido na lesão retarda a cicatrização.
Esfacelo: tecido morto com coloração amarelada. Também retarda o processo cicatricial.
Granulação: tecido vivo de coloração avermelhada, indica que a ferida começará a
cicatrizar-se.
Epitelização: tecido vivo de coloração rósea.
De maneira geral, durante o tratamento as feridas evoluem de estados de necrose
para tecidos de epitelização. O sucesso desse processo depende sobretudo do tipo
de tratamento e dos fatores extrínsecos, comentados anteriormente, que afetam o
paciente.
Saiba mais como tratar feridas em
nossa área sobre feridas
Sabemos que o desenvolvimento de alergias obedece primeiramente a uma condição pessoal
e, nesse caso, tanto produtos Curatec como qualquer outra marca pode vir a converter-se
em fator alérgico. Sabemos que algumas pessoas já estão pré-dispostas a desenvolver
sensibilidade alérgica a um produto ou alimento em algum momento de sua vida.
Mas ressaltamos que essa situação não está relacionada às características ou qualidade
dos produtos, e sim a uma condição particular de cada organismo. É o que ocorre
por exemplo com pessoas alérgicas ao chocolate, camarão, roupas de lã, etc. Existem
muitos outros fatores como por exemplo, o uso de medicamentos, tecidos sintéticos,
produtos cosméticos, excesso de calor, que podem ocasionar diferentes reações na
pele dos indivíduos. Essas reações muitas vezes são confundidas com sensibilidades,
mas na realidade podem ser apenas uma irritação, uma brotoeja ou mesmo uma assadura.
Não se sabe por que algumas pessoas chegam a desenvolver esta pré-disposição diante
de determinados fatores. Por outro lado, o tipo de alergia e os sintomas podem ser
tão variados que algumas pessoas somente conseguem descobrir após a realização de
diversos exames e com o diagnóstico de um especialista. Se você acha que o curativo
está provocando uma reação alérgica, recomendamos que consulte imediatamente seu
médico ou um especialista que poderá identificar com precisão o problema e sua origem.
A mudança na marca do curativo pode provocar alergia?
Para alguns curativos isso é praticamente impossível. Se um paciente é alérgico
ao alginato, carvão, conservantes ou hidrocolóides ele será alérgico a estas substâncias
e não a determinadas marcas de produto, pois os materiais com que são fabricados
os curativos são muito similares. As alergias não são uma reação contra determinada
marca, mas sim contra determinados materiais. Portanto, nossa orientação no caso
de ocorrência de alguma alergia, é procurar auxílio médico para descobrir qual é
a substância alergênica que pode ter causado a alergia. Salientamos que muitas vezes
a mesma substância conservante pode estar presente em curativos, cosméticos ou alimentos.
Dessa forma é fundamental a identificação da causa da alergia.
Como diagnosticar a dermatite de contato?
A única forma de se diagnosticar a dermatite de contato é o Teste de Contato.
O teste consiste na aplicação de pequenas quantidades de substâncias para teste
de contato, recomendadas pelo Grupo Brasileiro de Estudo em Dermatite de Contato
(GBEDC) da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e outras complementares, que
o médico achar necessário.
A aplicação é feita com fitas adesivas contendo as substâncias, que são aderidas
às costas do paciente. Essa fita fica aderida à pele por 48 horas e não pode ser
molhada nem removida. Ao fim desse período o médico retira as fitas e procede duas
leituras, uma no mesmo dia da retirada e outra 48 horas mais tarde, ou seja, 96
horas desde o início do teste. A leitura é a verificação do aparecimento de reações
no local do teste, como inchaço, vermelhidão e pequenas bolhas, relacionadas às
diferentes substâncias.